Mais de 100 integrantes do protesto dos caminhoneiros na região assistiram a celebração; Igreja Católica se solidarizou com o movimento.

 

ma missa em solidariedade aos caminhoneiros foi celebrada em um posto de combustíveis de Salinas, nesta sexta-feira (25). Padres, religiosos e moradores da cidade se juntaram aos protestantes em oração, às margens da BR-251, no quinto dia consecutivo de paralização realizada pelos motoristas. Cerca de 150 pessoas, segundo a Paróquia Santo Antônio de Salinas, assistiram à celebração.

As duas paróquias da Igreja Católica da cidade participaram do momento de oração. De acordo com o frei Pedro José de Assis, da paróquia Santo Antônio de Salinas, o ato de celebrar a missa significa dizer que a instituição religiosa é solidária aos protestos dos caminhoneiros.

“Ao estarmos juntos com eles, é sinal de apoio aos compromissos firmados pela classe, no sentido de apoiá-los e ampararmos as famílias envolvidas nos protestos. Não é fácil para eles, e nós compreendemos isto. O próprio gesto da igreja de celebrar uma missa às margens da rodovia indica nosso posicionamento”, afirma o frei.

Ainda segundo o religioso, a Igreja Católica compreende a necessidade do serviço realizado pelos caminhoneiros, paralisados durante os protestos. “Nós sabemos que o transporte é muito necessário, mas o protesto deles é fundamental para mudar algo, não tem outro jeito. Durante a missa demonstramos que fomos solidários a luta deles e agradecemos a Deus pela solidariedade da comunidade”, declara.

Durante a missa celebrada nesta sexta, os padres agradeceram aos empresários de postos de combustíveis e à comunidade de Salinas. “As pessoas têm providenciado aos protestantes banhos, comida, toda estrutura de que precisam para seguir em frente. Nós louvamos esta iniciativa e fizemos agradecimentos à solidariedade humana”, conta frei Pedro.

Protestos no Norte de Minas

No Norte de Minas os protestos entraram no quinto dia e provocou o desabastecimento em mais de 50% dos postos de combustíveis da região. Em Salinas, a frota de carros que faz o transporte de pacientes foi afetada. Viagens de pacientes para Belo Horizonte, Montes Claros e São Paulo foram canceladas porque o combustível acabou. A situação afeta o tratamento de quase 170 pacientes atendidos pela rede municipal de transporte da saúde.

Fonte: G1 Grande Minas

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