A Polícia Civil de Minas Gerais finalizou os trabalhos de perícia na tarde desta segunda-feira (26) para identificar as causas da queda do avião de pequeno porte que deixou quatro mortos na zona rural de Jequitaí, no Norte de Minas. A PC informou que trabalha com a hipótese de falha mecânica no momento em que a aeronave se aproximava da pista de voo da fazenda que pertencia ao empresário Adolfo Geo, dono da aeronave e uma das vítimas do acidente. Além de Geo, morreram a esposa dele, Margarida Giannetti Geo, o piloto, Marco Aurélio, e Oliver, co-piloto.

O delegado responsável pelo caso, Diego Casemiro da Silva, informou ao G1 que as investigações por parte da PC foram encerradas por volta das 16h30. Os peritos acreditam que o piloto tenha percebido uma pane na aeronave quando se preparava para o pouso, mas não conseguiu arremeter o avião, procedimento no qual o piloto retoma o voo depois de falhas. “Estamos trabalhando com hipótese de falha mecânica do avião no momento da aproximação do aeroporto da fazenda. Tudo indica que o piloto tentou arremeter, mas acabou caindo”, explica.

Casemiro afirma ainda que técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) poderão detalhar o que pode ter ocorrido. Até esta publicação, o órgão não havia chegado à fazenda e a previsão, segundo a PC, é que iniciem as investigações até esta terça (27) pela manhã.

Em nota ao G1 na manhã desta segunda, o Cenipa adiantou que investigadores vão realizar uma ação inicial para coletar dados, como fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de testemunhas. O prazo para conclusão das investigações não foi informado.

A Polícia Civil informou que os corpos das vítimas foram parcialmente carbonizados e todos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, onde devem passar por necropsias e exames para serem liberados às famílias nas próximas horas.

A aeronave, que saiu da capital mineira, aterrissaria na propriedade de Adolfo Geo, que possuía fazendas de confinamento de gado no município de Jequitaí. O acidente ocorreu quando o avião se preparava para pousar na Fazenda Fortaleza Santa Terezinha. Segundo os bombeiros, a aeronave modelo Cessna Citation M2 tinha capacidade para oito passageiros.

Adolfo Geo era um dos sócios do grupo brasileiro ARG, investigado pela Força Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, em denúncia envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo crime de lavagem de dinheiro. A denúncia aponta que o ex-presidente supostamente recebeu R$ 1 milhão do controlador do grupo, Rodolfo Geo, filho das vítimas fatais do acidente aéreo em Jequitaí, para intermediar discussões entre a ARG e governo de Guiné Equatorial. Segundo a Força Tarefa da Operação, Adolfo Geo não era investigado na ação.

Fonte: G1 Grande Minas

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